Já não vivia sem elas - parte II

Há cerca de um ano atrás escrevi um post sobre as aplicações web 2.0 que já não conseguia dispensar. Só que durante o decorrer de 2007, essa lista sofreu algumas alterações, deixei de usar alguns serviços e passei a usar outros, apesar da maioria se ter mantido.

As novidades:

Del.icio.us
Pelos vistos fartei-me de andar a sincronizar ficheiros de bookmarks e dei a mão à palmatória. Ainda experimentei o Ma.gnolia, mas acabei por dar uso à conta de del.icio.us que já tinha criado há algum tempo. De facto, é um serviço bastante útil e poupa-me imenso tempo.

Netvibes
Acompanhei o seu nascimento, mas não me convenceu… talvez porque sempre preferi aplicações de desktop para ler e gerir feeds em vez de web based, mas o certo é que comecei a fartar-me da interface de gestão de feeds do Newsgator, e por sugestão do Nuno, que era um utilizador satisfeito, decidi experimentar.
É caso para dizer que já lá vão uns meses de utilização e estou bastante satisfeita com o serviço, especialmente pelo modo de apresentação dos conteúdos, pelos widgets, pela facilidade de utilização, pela rapidez, etc etc

SAPO Blogs
Integrei a equipa dos blogs do SAPO em Março e em Maio já estava a transferir um dos meus blogs para lá. A minha decisão prendeu-se com o facto de estar inserida na equipa, não porque me tenha sentido na obrigação de o fazer, mas sim porque ao exercer o meu trabalho descobri as potencialidades da plataforma: a facilidade em costumizar os templates (através de CSS) ou em meter tralha na(s) sidebar(s), o facto de não me ter que preocupar com a manutenção do blog, e principalmente porque conheço bem a equipa que está por trás do serviço e sei que os meus blogs (yep, entretanto migrei outro) não podiam estar em melhores mãos.

Continuo utilizadora satisfeita da Wikipedia, do GTalk, e do Technorati, mas deixei de utilizar o Digg, o Newsgator/NetNewsWire, o Plazes, o MyBlogLog. O Feedburner para lá caminha.
Ainda vou brincando com o Twitter e o WordPress deu-me umas dores de cabeça valentes…

E restam dois, que merecem especial destaque:

O Flickr, esse serviço impressionante que não me pára de surpreender. Em 2007 fartou-se de lançar novas funcionalidades novas e esteve constantemente a ser melhorado. Cresceu bastante, amadureceu e é definitivamente um dos meus serviços favoritos.

E finalmente o Last.fm. Uma destas noites lembrei-me a subscrever o serviço, para ver o que me trazia de novo, e no minuto seguinte já estava a notar alterações. Para além das funcionalidades que ganhei na aplicação, passei a receber música mais seleccionada em vez de remisturas. Passo os dias sintonizada nele :)

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Webdesign - Inspiração

[4/15]

Já temos o material, já temos o planeamento, já conhecemos todos os detalhes. What’s next?

O processo criativo anda de mãos dadas com a inspiração. Se quisermos fazer algo novo, diferente, inovador, vamos precisar dela… às toneladas!

Quando estamos inspirados  o trabalho flui incrivelmente bem, a mente fervilha de ideias, temos energia para dar e vender, conseguimos passar horas diante o computador sem nos cansarmos, e adoramos o nosso trabalho!

…o pior é quando a inspiração não está ao virar da esquina. É frustrante quando isto acontece, especialmente se tivermos a ser pressionados por um prazo apertado. E por vezes, quanto mais insistimos, mais ela foge de nós…

Clientes difíceis, material fraco, trabalho mal remunerado, demasiado trabalho em mãos ou mesmo problemas pessoais, são inimigos da inspiração, capazes de nos tirar o entusiasmo para desenvolver um projecto. Mas já nos comprometemos, temos que seguir em frente e nem pensar em deixar que a inércia se instale, se não, estamos bem tramados!

Primeiro há que libertar o nosso pensamento de preocupações e do trabalho que estamos a fazer, não vale a pena forçar que isso só piora a situação. Depois vamos ver outras coisas!

Podemos visitar directórios de sites, para conhecer as últimas novidades em termos de design e organização da informação. Boas ideias, layouts bonitos são sempre bons pontos de partida, mas não é tudo o que podemos (e devemos) fazer.
E que tal largar o computador e olhar em redor? A inspiração para criar sites não está só na internet, podemos encontra-la também na televisão (especialmente em canais mais inovadores), em revistas, livros, nas ruas (arquitectura, street art, pessoas, situações, etc), em exposições de arte, lojas, e por aí adiante. O webdesigner deve ser sensível a todo o tipo de estímulos e experiências visuais, deve-se deixar contagiar pelo ambiente que o rodeia e acompanhar as tendências, de modo a criar coisas novas e interessantes e não se limitar só a reproduzir ideias que já existem.

Muitas vezes o resultado final de um layout acaba por ser completamente diferente do previsto inicialmente. Isso é sinal que tivemos bastantes estímulos e fomos sofrendo influências ao longo o processo. Não é necessariamente uma coisa má, desde que o resultado agrade a ambas as partes, claro está.

Mas se a inspiração não quiser nada connosco, o prazo estiver cada vez mais apertado e não nos podemos dar ao luxo de perder o cliente, há sempre um último recurso: comprar um template. Existem por aí muitos sites que comercializam templates profissionais a preços razoáveis. É escolher um que se adapte às necessidades do cliente e fazer-lhe as alterações necessárias (e não pensem que isso não dá trabalho).

…e quem sabe, quando nos sentirmos inspirados e sem projectos à vista, porque não fazermos nós templates para vender nesses sites? É sempre uma forma de ganhar algum dinheiro!

Alguns pontos de partida:

9 rules
Best Web Gallery
CSSArtillery
CSS Beauty
CSS Remix
CSS Zen Garden
Illustration Friday
Netdiver
Screenfluent
Smashing Magazine
Web Designer Wall

…e se isto não chegar, have fun!

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SAPO blogs Feedburner hack beta (sort of…)

Quando mudei o meu blog primogénito para a plataforma dos blogs do SAPO, houve apenas uma coisa não consegui alterar: os URLs do feed no <head> do blog, que estavam associados a uma conta de Feedburner. Então, os visitantes, quando clickavam no icon do RSS, subscreviam directamente os feeds gerados automaticamente pelo SAPO. Isso fez com que deixasse de receber números reais sobre os meus subscritores. A unica coisa que fiz foi disponibilizar os links dos feeds via Feedburner na minha sidebar..

Hoje, o Nuno lembrou-se disso quando me viu a consultar a conta do Feedburner. Meteu mãos à obra e minutos depois apareceu-me com este javascript:

<script type="text/javascript">
rss = document.getElementsByTagName('link');
for(i=0; i<rss.length; i++){
   if(rss[i].title=='RSS' || rss[i].title=='Atom'){
       rss[i].href='http://feeds.feedburner.com/liwl/';
   }
}
</script>

Coloquei-o nos componentes do blog, na personalização intermédia, testei-o, e o resultado foi o esperado…mais ou menos… Funciona em IE7 (o 6 nem sabe o que é isso) e Safari, mas não em Firefox, porque este parece parsar o RSS antes do javascript.

Vou continuar sem saber quantas pessoas subscreveram entretanto o blog com os feeds do SAPO, ou quem usou o URL do blog em agregadores, mas a partir de agora, as novas subscrições via browser já vão passar pelo Feedburner.. ou a maior parte delas, tendo em conta que só 30% das minhas visitas no blog em questão usa Firefox…não é uma solução, mas já é qualquer coisa :)

[Edit]

No IE7, funciona melhor se colocarmos o script no <head> logo depois das linhas que definem o feed do SAPO, visto que, umas vezes funcionava, outras não, dependendo da velocidade de carregamento do blog. Depois de ter movido o script do componente da sidebar para o <head> funciona sempre. É claro que para colocar scripts dentro do <head> do blog já é preciso usar a personalização avançada, e editar o layer do template…

[Edit]

O script foi actualizado para ser mais específico sobre quais feeds actuar. O método match(’atom’) apanhava também outro feed do SAPO que é incluido no <head> dos blogs, mas que diz respeito a outro serviço.

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Webdesign - Planear e estruturar um site

[3/15]

Uma reunião de briefing é indispensável para que os pormenores e prazos do site sejam definidos e estabelecidos.
Conhecer o cliente e o que ele espera de nós é uma parte essencial para o trabalho que vamos desenvolver. O contacto através email ou telefone nem sempre é eficaz, e geralmente torna processo mais demorado.

Acontece por vezes o cliente não saber bem o que quer, ou querer coisas que não se adaptam de modo nenhum às suas necessidades só porque viu em algum sítio e gostou. Temos que saber aconselhar e se for preciso mostrar-lhe o caminho certo, lembrar-lhe que o site não é para ele, mas sim, para os seus clientes/visitantes.
E enquanto uns clientes deixam tudo nossas mãos e o que nós decidirmos, eles entendem que é bom, outros são muito dificies, por isso, estejam preparados para tudo..
De modo a facilitar o processo, antes de sairmos para uma reunião, devemos fazer o trabalho de casa: visitar sites do género daquele que vamos fazer, analizar, tirar notas e conclusões, para podermos fazer sugestões.

Numa reunião traçamos os perfis gerais: objectivos, público-alvo, conteúdos, navegação, e funcionalidades.

Objectivos do site
O objectivo base de um site é dar a conhecer e facilitar a comunicação entre a empresa ou instituição e possíveis clientes/utilizadores/visitantes. Logo, deve ser bem claro quanto à mensagem que pretende transmitir e ter funcionalidades que se adaptem à sua natureza.
Deve ser fácil e agradável de navegar, e deve proporcionar uma boa experiência de utilização.

O público alvo
População em geral, faixas etárias, géneros, nichos, etc.
Conhecer o público-alvo é determinante para uma comunicação visual adequada e eficaz. Cores, formas, elementos gráficos, tipos de fontes, tudo depende de a quem se destina o site.

Tipo de conteúdo
Deve ter uma linguagem adequada ao público-alvo, deve ser claro e conciso. Desaconselha-se sempre grandes testamentos, para não entediar o visitante. As pessoas nem sempre estão dispostas a perder muito tempo a ler, e captam melhor a mensagem se esta não tiver muitos rodeios. Muitas vezes, os visitantes já têm uma ideia do que procuram e se não encontram o que pretendem à primeira, abandonam o site.

Claro que existem excepções, e depende da natureza do site. No caso de sites de documentação (ex. reviews, descrições, publicações, referencias, wikis, blogs, etc), é natural que tenham longos textos, mas nesse caso, o visitante já sabe o que o espera. De qualquer forma, se vamos fazer alguém passar muito tempo a ler num site desse tipo, temos que lhe facilitar a leitura com recurso ao design.

Navegação
A navegação é muito importante. Menus pouco claros, navegação confusa, botões ou ligações em sítios estranhos, o não relacionamento de conteúdos, o mapa do site inexistente ou ineficaz, são inimigos do sucesso.
O site deve ser estruturado e desenhado de forma a facilitar o acesso a todas as áreas, de primeiro nível bem como secundárias
Deve ter um visual e navegação fácil, coerente, e persistente.

Funcionalidades
O que deve existir no site e que vai de encontro às necessidades do cliente ou do público-alvo, exemplo: formulários de contacto, recolha de informações sobre utilizadores, foruns de discussão, etc.
Apurando as funcionalidades necessárias, identificamos também o tipo de tecnologia a aplicar.

Da reunião resulta também um fluxograma e um rascunho do futuro site, com o possível posicionamento dos elementos e esquema de navegação. A partir daí ficamos com uma ideia clara e podemos passar à fase seguinte, que é desenvolver uma maquete.

Tudo deve ficar assente e elaborado num caderno de encargos, que deve ser aprovado e assinado por ambas as partes e cumprido na integra. Prazos, fases, e valores. Isto é a nossa melhor defesa, pois se da nossa parte for tudo cumprido, podemo-nos poupar a inúmeras chatices. Além disso, aquelas modificações chatas de última hora geralmente não se encontram no caderno e têm valor acrescido.

Comments (5)

A entrar em desespero…

Opá, que isto não é normal!!!
Mesmo com o plugin de anti-spam continuo a receber spam!!! O que é isto????

Sugestões?

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