Archive for November, 2006

Right-click para que te quero..

Hoje, no blog do SAPO Blogs, foi colocado um post que respondia ao pedido de muitos utilizadores, em como desactivar a função right-click do rato, nos blogs.
Gostei do autor ter salientado logo à partida, que, e passo a citar: “esta é uma má prática de usabilidade e só funciona em browsers que tenham javascript activo“, antes de ter oferecido a solução.

Fico bastante irritada quando tropeço num site com essa funcionalidade desactivada, pois quebra-me a rotina do blog/site hopping, que tenho com auxilio do “Open Link in New Tab“, presente no menu direito do rato.
Suponhamos que estou a ler um post num blog, e está lá um link que parece ser interessante. Clicko para mandar abrir numa tab ou janela nova, e ele, em vez disso, dá-me uma mensagem qualquer imbecil, a dizer que dali não levo nada.
Tenho duas opções: ou escolho abrir na mesma janela, deixando para trás, o site que estava a visitar, ou escolho uma das artimanhas possíveis para abrir esse link noutra tab.
Como não sou muito de perder tempo com essas coisas, vou mais pela primeira opção. E quem é que fica a perder neste cenário? Não fui eu que acabei de mandar um visitante embora do meu site

É que se ainda servisse para alguma coisa.. mas não serve! Se ir a um site, determinada a roubar conteúdo, não é a função de right-click do rato desactivada que me vai impedir..talvez impeça alguns, com menos conhecimentos na matéria..
A não ser que o autor do site tenha colocado uma parafernália de scripts que impeçam até printscreens e impressão..

Hoje em dia, já são poucos os sites que usam esse tipo de protecções, mas há uns anos atrás, durante alguma fase mais egoista da web, era bastante comum. Confesso que até eu cheguei a usar um desses javascripts num dos meus sites. Só que entretanto, um colega fez-me uma pequena demonstração de como aquela protecção era inútil, caso alguém quisesse mesmo copiar o conteúdo, haviam muitas formas de o fazer. Escusado dizer, que depois disso, fui ao código e apaguei aquilo tudo.. só adverti os visitantes, que caso quisessem usar aqueles textos, que primeiro obtivessem a minha autorização e mencionassem a fonte.

Mas se o conteúdo do vosso site é assim tão importante, e não querem mesmo que ele seja copiado de forma alguma, se o Creative Commons ou a SPA, e as marcas de água nas fotos não são suficientes, então arranjem um programinha como este ou este!

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“Anuncie neste site”

Eu, tal como uma boa mão cheia de cibernautas, costumava ter instaladas no firefox, extensões que bloqueavam publicidade e elementos em flash para não ser atormentada por banners e pop-ups diversos, enquanto navegava pela internet.

Mas o destino teve outros planos para mim. De um momento para o outro, vi-me a trabalhar num sitio cujo um dos principais modelos de negócio é a publicidade, então passei a vê-la com outros olhos. Não porque tivesse sido obrigada, mas porque fiquei impressionada com a sua mecânica, e com tudo o que ela envolve e move.
Em menos de nada, fiquei fã das campanhas publicitárias no formato rectângulo médio, admiro imenso as pessoas que conseguem fazer aquelas pequenas maravilhas em formato 300×250, e que cujo peso não pode exceder muito mais do que uns míseros 30kb. Troquei o bloqueador de flash por um que permitisse o seu download, e ganhei o hábito de puxar banners para dentro do PC, e abri-los para estuda-los.
Acreditem que dá muito trabalho, eu passo por essa experiência regularmente, sei bem do que estou a falar, apesar de gostar muito de fazer campanhas, tenho passado uns maus bocados à conta delas.

Mas voltando ao assunto da publicidade online ou IMU (Interactive Marketing Units), a velha utopia nerd da internet ser livre e gratuita para todos simplesmente não paga os custos de alojamento, largura de banda, tráfego, recursos humanos e logísticos necessários para gerar e manter conteúdo. É portanto, um mal necessário. Qualquer portal, site editorial ou de serviços, e até mesmo motores de busca, recorrem à publicidade para sobreviver, rentabilizar e crescer, vejamos os casos da Cnet, Wired, PCWorld, Engadget, Hi5, SAPO, Yahoo e mesmo o Google (isto só para dar alguns exemplos), todos eles têm publicidade nas mais diversas formas. Ser pensarmos bem, onde estaria o Google agora sem as suas soluções de publicidade (AdWords / AdSense)? Ainda o melhor motor de busca sem publicidade? Duvido..
A publicidade online permitiu não só o aparecimento de uma nova economia, como até o aparecimento de novas profissões, como os recentes bloggers profissionais. Como seria de esperar, não é propriamente o que é escrito que gera receitas, mas sim, a publicidade contextualizada.

Quando entramos um site com muita publicidade, pode de facto, parecer-nos abusado e intrusivo. As razões? Das duas, uma: ou é proporcional à necessidade de receitas, ou simplesmente porque há dados que comprovam que gera mesmo essas receitas!
Não creio que seja a vontade dos editores de nos afogar em publicidade..


“My God! It’s full of ads!”
(Futurama, 2ACV09, A Bicyclops Built for Two)

“Ah, isso é tudo muito bonito, mas tu achas mesmo bem, os sites cheios de banners a saltar por todos os lados?”

É claro que até eu, às vezes fico incomodada com a quantidade de publicidade que me passa pela frente, mas aceito-o (e aproveito para tirar umas ideias he he). Mas a publicidade online veio para ficar, e temos que a aceitar, tal e qual como temos que aceitar a publicidade noutros formatos (televisão rádio, imprensa). Faz parte do nosso uso normal da internet. Estando habituados a ela, acaba por não chocar assim tanto..

É por isso que é fulcral a previsão de inclusão de publicidade durante a fase de planeamento de um site. Esta deve estar presente desde o primeiro dia, caso contrário, haverá rebeldia ou descontentamento garantido por parte dos utilizadores, pelo menos durante um tempo.

Como este é tema que dá pano para mangas, aqui fica uma primeira abordagem. Alguns aspectos a aprofundar dentro em breve.

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O meu primeiro .com!

and it feels so strange! o .net também estava disponível, mas não sei porque carga de água, não me soava bem..então decidi-me pelo outro, apesar da minha aversão a dot com’s para sites pessoais.
Este foi o sexto domínio que adquiri para uso pessoal, e o primeiro .com. Alguma vez teria que ser, né?
Já me enganei umas quantas vezes a escreve-lo..vá que que apanho o erro a tempo…vai ser difícil habituar-me à ideia lol

Site recomendado:
Domain suffixes

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O futuro das comunidades virtuais

Segundo este artigo, muitas pessoas estão a abandonar os serviços de social networking onde estavam registadas, quer por sentirem que a sua privacidade estava comprometida, quer pelos ataques de spam e publicidade a que estavam sujeitas.

Lembrou-me de uma conversa que tive há uns dias com um amigo, que me dizia para não me admirar de deixar de vê-lo no Hi5, pois tinha apagado a conta. O motivo da sua decisão foi porque estava farto de ter pessoas estranhas a ver o perfil dele e deixar comentários, nem sempre apropriados.

Apesar disso ser basicamente a essencia do social networking, existem pessoas que não se sentem confortáveis com a ideia de ter estranhos a saber da vida deles, e quando vêm o seu espaço a ser invadido, acabam por desistir e remover as contas. Muitas registam-se impulsionadas pela ideia de encontrar amigos, colegas, conhecidos na rede, mas acabam com a lista de amigos cheia de estranhos.
Aconteceu comigo. Ao principio até achava piada, e se o perfil da pessoa me agradasse, aceitava o pedido. Até que chegou um dia que decidi deixar apenas pessoas conhecidas, e fiquei com a lista reduzida a metade.
A ideia de apagar a minha conta já me passou pela cabeça mais do que uma vez, ainda não o fiz porque realmente tenho encontrado muita gente de outros tempos, que já lhes havia perdido o rasto. E isso a mim interessa-me!

Contudo, a afluência a este tipo de serviços não está comprometida. O número de pessoas que se registam diariamente é muito superior ao das que apagam os seus registos. E a avaliar pela quantidade de pedidos que tenho recebido para me juntar ao FaceBox, entre outros, este fenómeno atrai cada vez mais gente!

Apesar do conceito do social networking já andar por cá há uns anos, mas ainda está só no principio. Há uma lei que diz que praticamente todas as modas na internet são efémeras e o que está hoje no centro das atenções dos cibernautas, amanhã pode ter passado à história. Bem, isso parece não estar a surtir efeito nas comunidades virtuais.
O social networking veio para ficar, mas vai mudar de contornos. O que já não falta por aí são sites comunitários, como o Hi5, o MySpace, ou o Facebox, uns generalistas, outros temáticos, mas acabam todos por não conseguir oferecer muito mais do que espaço para criarmos o nosso perfil, colocar informação pessoal, fotos, manter um blog, receber ou escrever comentários, etc., e andar por lá à procura de pessoas. Isto às tantas torna-se aborrecido, e acaba por não conseguir cativar a atenção dos utilizadores, por não passar do mesmo..
O futuro do social networking reside em comunidades como o Second Life ou serviços similares, que oferecem a possibilidade dos seus utilizadores de viverem vidas paralelas à sua, num mundo virtual. Esta nova geração de serviços tem tudo para ter sucesso, pois cada vez mais as pessoas tentam alienar-se das suas vidas, e encontram ali um escape.
Ligamos o programa e sem darmos por isso, perdemos ali umas boas horas, a explorar, a desenvolver a nossa personagem, a conversar com este e com aquele. Também ali se encontram pessoas e se travam amizades.
Mas não deixa de ser um espaço onde se vivem vidas falsas, onde se criam ilusões, onde a nossa privacidade também pode ser violada. Usar os esses serviços de forma consciente é meio caminho andado para evitarmos problemas..

Cada vez mais estamos a caminhar para um mundo tipo Matrix. Não digo que seja tão dramático, mas chegar a casa, sentar-me confortavelmente, ligar-me a uma máquina e ir curtir com o meu alter-ego para outras bandas parece-me bastante apetecível.

Provavelmente nunca nos vamos ver livres de ataques à nossa privacidade, de publicidade ou spam…é o preço que temos que pagar pela utilização destas comunidades..

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Mac OS X e o malware

Cada vez que sai uma noticia de um vírus novo para Mac OS X, vem logo alguém chatear-me com isso, “Vês? Afinal nem os macs estão imunes aos vírus!”..
Acho que já perdi o conto às vezes que me dizem coisas do género, e como sempre, não ligo nenhuma. Parece que os demais apreciam picar os utilizadores de Macs por causa da velha máxima que não existem vírus para estas máquinas.
Sei muito bem que existe malware para Mac OS X, não sou ingénua ao ponto de pensar que o sistema operativo é invulnerável, apenas porque até à data ainda não teve grandes problemas com isso. Mas também sei que a Apple construiu o seu sistema operativo numa base bastante sólida, o BSD, o que dificulta à partida, a vida dos mal intencionados. Já anda por aí muito cracker a tentar aproveitar-se das falhas de segurança do sistema operativo, e escrever código malicioso para explora-las, mas vêm-se gregos por causa da dificuldade que representa criar vírus, worms ou trojans, que realmente dê grandes dores de cabeça aos utilizadores da plataforma da Apple..

Estive a ler um artigo, que especula um bocado sobre as dificuldades que o autor do vírus OSX.Macarena teve, por este ter deixado uma mensagem de frustração no meio do código: “so many problems for so little code“.
A Symantec estima que nem 50 máquinas foram infectadas por este vírus, que apenas ataca MacIntel’s, e o estrago que ele provoca não é nada de especial, apenas adiciona-se a ficheiros localizados numa determinada directoria, não se propagando para outras. Também as probabilidades de contagiar outras máquinas são muito baixas, devido o seu mecanismo de transmissão.
Até o primeiro worm que apareceu para Mac OS X, o OSX/Leap.A., que se espalhava através do iChat, tinha problemas em cumprir a sua missão: um erro no código fazia com que as plicações que ele infectava, deixassem de funcionar..

Até à data, os utilizadores de Macs têm sido considerados como um nicho de mercado, cuja percentagem é muito pouco significativa face aos utilizadores de Windows. Mas o panorama está a mudar os Macs começam agora a ganhar uma projecção nunca antes vista. Só este ano, a Apple vendeu mais máquinas na Europa que a soma dos 4 ou 5 anos anteriores. A história de que os crakers não faziam malware para Mac OS X porque não representava grande desafio, pode ter os dias contados, pois lá por não haver vírus, não significa que o sistema seja imune…tem falhas como todos os outros.
Mas creio que a Apple vai estar à altura do desafio.. se houve coisa que aprendemos com o tio Bill, foi que o malware só serviu para tornar o sistema operativo dele cada vez melhor.

Eles andem por aí, mas não vou ficar mais preocupada do que o habitual. Sou uma utilizadora consciente (e muito desconfiada) e mantenho sempre um bom nível de segurança dentro da minha máquina, para além de saber como se escondem habitualmente esses pequenos e vis ficheiros, para não deixa-los entrar, ou se entrarem, indicar-lhes a saída mais próxima..

Sites recomendados:
10 simple steps for securing your Mac

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